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Autonomia Financeira – Um indicador chave na análise financeira de uma empresa

O rácio de autonomia financeira é um indicador financeiro que mede a proporção dos capitais próprios de uma empresa em relação ao seu total de ativos.

Avalia a capacidade da empresa em financiar o seu ativo através do recursos a capitais próprios.

Este é um dos indicadores de gestão mais usados em análise financeira já que é revelador da capacidade da empresa em fazer face aos seus compromissos de médio e longo prazo.

Rácio de Autonomia Financeira = (Capital Próprio / Total do Ativo) x 100

A polaridade deste indicador é positiva. Ou seja, quanto maior o valor melhor.

Pode-se considerar uma meta aceitável ter uma autonomia financeira de pelo menos 25%. Contudo, o valor ideal para o rácio pode variar entre setores e empresas.

Um valor elevado indica que a empresa depende menos de financiamento externo, o que pode ser vantajoso em termos de estabilidade financeira e capacidade para lidar com fatores de “stress” como períodos de abrandamento da atividade económica.

 

Razões porque deve prestar assiduamente atenção este indicador de gestão.

O rácio de autonomia financeira é uma medida imprescindível para avaliar a saúde financeira e a estabilidade de uma empresa.

A sua importância está relacionada com diversos aspetos:

 

Solidez Financeira

O rácio de autonomia financeira indica a capacidade da empresa em financiar os seus ativos através dos seus próprios recursos.

Uma empresa com um rácio de autonomia financeira elevado mostra que possui uma base sólida de financiamento interno, refletindo um sinal de estabilidade financeira.

 

Redução do Risco

Quanto mais alta a percentagem de financiamento através de capitais próprios, menor é a dependência da empresa em relação a dívidas e empréstimos externos.

Isso reduz o risco financeiro da empresa, uma vez que não estará tão vulnerável a flutuações nas taxas de juros ou a restrições no acesso ao crédito.

 

Capacidade de Crescimento

Empresas com um rácio de autonomia financeira elevado têm maior capacidade de crescimento pela via do investimento.

Ao depender menos do serviço de dívida, a empresa pode reter mais lucros para investir em expansão, novos projetos, aquisições ou melhorias das suas operações.

 

Confiança dos Investidores e Stakeholders

Um rácio de autonomia financeira saudável é um sinal positivo para investidores e restantes partes interessadas.

Demonstra que a empresa tem uma base financeira sólida e uma gestão financeira prudente e equilibrada.

Isso pode aumentar a confiança dos investidores na empresa bem como facilitar a obtenção de crédito em condições mais favoráveis.

 

Resistência a Crises

Empresas com baixa autonomia financeira pressupõe que existe uma baixa ponderação entre capitais próprios e excesso de dependência de capitais alheios.

Isto pode ditar uma situação mais débil e menor resistência a crises e riscos associados ao negócio.

 

Decisões de Gestão

Em contexto de tomadas de decisão a análise do rácio de autonomia financeira é bastante útil.

A monitorização assídua deste indicador ajuda os gestores a avaliar a estrutura de capital da empresa, a determinar a necessidade de ajustar a política de financiamento, assim como a identificar oportunidades para otimizar o uso de recursos próprios vs. capitais alheios.

 

Instituições Financeiras

O risco associado às empresas difere caso a caso.

Pode-se assumir que os bancos facilitam o crédito, ou apresentam condições mais bonificadas, às empresas com autonomias financeiras mais elevadas.

A razão é simples: assume-se que estas demonstram menor risco, logo, maior capacidade em honrar os seus compromissos.

 

Elegibilidade a Apoios Financeiros

Novos programas de apoio estão à vista e com eles, surge uma boa oportunidade para as empresas com necessidades de investimento avançarem com os seus projetos.

Contudo, além de todos os condicionalismos que se apresentam, já que os programas de incentivo são cada vez mais restritivos, quer em áreas específicas de atuação quer em montantes mínimos de investimento, surge também a necessidade de cumprir com requisitos nomeadamente a nível de valores mínimos para o rácio de autonomia financeira.

No pior dos cenários, perdem-se oportunidades porque não se prestou a atenção devida nem se tomou medidas corretivas para cumprir com critérios mínimos para o rácio.

 

Estatuto PME Líder

Ser PME Líder é considerado uma distinção de prestígio para as empresas.

Além do prestígio, seguramente que traz vantagens competitivas para as empresas que obtêm o estatuto, fortalecendo a sua imagem e destacando-as no mercado empresarial em Portugal.

As empresas devem apresentar uma situação financeira sólida e sustentável, com bons indicadores de solidez e rentabilidade.

No que toca à autonomia financeira esta deve ser de pelo menos 30%.

 

Em conclusão, o rácio de autonomia financeira é essencial para avaliar a saúde financeira de uma empresa.

Uma autonomia financeira elevada determina uma boa dotação de capital próprio e uma adequada dependência de capital alheio.

Além disso, influencia positivamente a confiança de potenciais investidores e outras partes interessadas, sendo também o móbil para a elegibilidade das empresas a apoios financeiros, obtenção de condições bonificadas junto dos seus parceiros bancários, obtenção de estatuto PME Líder, etc.

Portanto, é fundamental monitorar e manter uma autonomia financeira adequada para garantir o sucesso e o crescimento sustentável da empresa.

De resto, um aspeto que pode ser trabalhado com a sua empresa de contabilidade, dependendo da qualidade dos relatórios de gestão que lhe são fornecidos.

 

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O texto “A Importância do Rácio Autonomia Financeira” é meramente informativo e não constitui nem dispensa a consulta ou apoio de profissionais especializados.

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